A assinatura de OVALE

Assinatura.

A informação, nos tempos de fake news e boataria, precisa ter assinatura, chancela, nome e sobrenome. Peso e história. Origem. Ética, isenção e independência. Credibilidade. Sim, a assinatura de um veículo é a sua credibilidade. Ela é que diferencia jornalismo sério do boato. É como um selo que ajuda o leitor a separar o joio do trigo, a separar verdade e mentira. Quando um tsunami de notícias falsas invade violentamente sua timeline, a prática jornalística crítica, apartidária, imparcial e séria transforma-se em farol, capaz de nortear com a luz da verdade a sociedade que se vê à deriva, quase indo à pique, em meio à penumbra. A democracia, hoje atacada frontalmente, morre na escuridão. Por isso, o feixe do farol torna-se dia a dia ainda mais e mais imprescindível.

A assinatura de OVALE é, sem dúvida, um olhar crítico, questionador, apurado e absolutamente livre, sem amarras ou rabo preso.

No último dia 21, no lançamento de um caderno especial que é dedicado ao jornalismo investigativo e às grandes reportagens, o jornal revelou a ‘Farra das Viagens’ na Câmara de Taubaté, um esquema que atinge 10 dos 19 vereadores e consiste em engordar notas fiscais para, assim, aumentar o valor do reembolso — pago com dinheiro público.

No total, foram 14 meses de investigação jornalística. Primeiro, o editor-executivo Julio Codazzi, por estranhar os gastos (a Câmara chegou, acredite, a desembolsar mais de 700% acima da Casa Legislativa joseense, por exemplo, apesar de possuir um número menor de vereadores), pediu as notas fiscais das viagens, para que o leitor — patrão de OVALE — pudesse saber, com total transparência, como o dinheiro de seu imposto estava sendo gasto.

Com estranha falta de transparência, que tem sido a assinatura (ou garrancho) de sua tão desastrosa administração, o presidente da Câmara de Taubaté, Diego Fonseca (PSDB), negou o acesso do jornal às notas fiscais.

O que havia a esconder?

Em defesa do interesse público, outra marca da assinatura de OVALE, o jornal, diante da negativa, entrou com uma ação judicial cobrando a disponibilização dos documentos. Após a decisão judicial, favorável a OVALE, essas notas foram divulgadas… e, logo se viu o porquê do Legislativo tentar mantê-las debaixo do tapete. O que se viu? Uma farra com os cofres públicos.

Ontem, ao se pronunciar sobre o caso pela primeira vez, a Casa Legislativa, sem conseguir explicar o inexplicável, disse ser vítima (sim, vítima) de ‘perseguição’ do jornal devido ao corte de algumas assinaturas em 2017.

Diante de uma explicação tão estapafúrdia, OVALE publicamente disponibiliza gratuitamente a partir de hoje uma assinatura para cada gabinete da Casa. Nosso único interesse é a verdade.

E não é só. Os vereadores ainda receberão o cartão do Clube OVALE, que dá descontos para assinantes em 140 estabelecimentos — incluindo bares e restaurantes; quem sabe assim eles não gastam menos na farra das viagens? Jornalismo independente.

Esta é a assinatura de OVALE.

 

 

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